terça-feira, 26 de maio de 2020

Tarefa 05 - Linguagens e Matemática

Data da Entrega: 02/06/2020 - via Whats da Escola.

Educadores Responsáveis: Demaicon e Gisela

Queridos educandos,

Nesta semana, preparamos uma atividade que vai nos permitir fazer uma sondagem sobre como vocês estão na área da leitura, da escrita e da interpretação de textos e, ao mesmo tempo, na área da Matemática.  Mas relaxem; não é pra se assustarem. Fazer uma sondagem quer dizer “dar uma espiada”, “verificar”, “sondar”... Isso, pra sabermos no que vocês estão mais fortes e o que vamos precisar reforçar quando retornarmos às aulas.

Então, vamos lá!

A atividade está relacionada ao texto de uma notícia divulgada no site Brasil Agroecológico, em 11/07/2017 e que está disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=YGy5-o6oPtY

Mas não precisam procurar na internet. Mais abaixo, reproduzimos partes desse texto para vocês.

Sob o título “Educação Básica: Agroecologia leva alimentação saudável à mesa das escolas” ele trata da formação e da atuação da REDE ECOVIDA, que é uma rede de produção e comercialização e de certificação participativa, que abastece regiões do sul do país com produtos agroecológicos. Ela é composta por agricultores familiares, técnicos interessados nesse tipo de produção e consumidores. O texto também dá um enfoque especial à inclusão desses produtos agroecológicos na merenda escolar, incentivada por políticas públicas que, na época em que o texto foi escrito, eram bastante presentes.  Quer conhecer mais?Acesse: www.ecovida.org.br 

 Agora, vamos à explicação da atividade que vocês devem realizar. Ela está dividida em três partes.

 PARTE 1:

Leiam o texto com atenção e respondam às perguntas propostas. Algumas respostas vocês encontrarão direto no texto. Outras, vão precisar “botar a cabeça pra funcionar”. E outras, ainda, vão precisar que façam umas continhas...

PARTE 2:

Queremos que vocês busquem informações nas escolas em que estudaram antes de vir para a AEFASUL, para saber se nessa escola compram alimentos para a merenda escolar pelo PNAE (Programa Nacional da Alimentação Escolar) diretamente dos agricultores familiares, e quais alimentos são esses. Passem um "ZAP" para a diretora ou para professores que vocês conheçam, perguntem e expliquem que precisam dessa informação para uma pesquisa da escola nova de vocês. Se não conseguirem esses contatos, nos avisem que tentaremos ajudar vocês.

PARTE 3:

Escrevam um pequeno texto (de no mínimo uma página) dizendo quais dificuldades que cada um de vocês percebe para que os pequenos agricultores consigam comercializar (vender) seus produtos, sejam frutas e hortaliças (produtos in natura), sejam produtos agroindustrializados (processados), como doces, pães, bolachas, conservas, linguiça ou outros. E escreve também sobre de que forma tu pensas que essas dificuldades podem ser superadas. Conversa com a tua família sobre esse assunto. Talvez eles possam te ajudar com sugestões.

Lembra que um texto (ou uma redação) precisa ter “início, meio e fim”. Isso quer dizer que primeiro devemos escrever uma pequena introdução ao assunto que vamos tratar, apresentando, pra quem vai ler, o tema sobre o qual vamos escrever. Depois, falamos do assunto em si, explicamos, colocamos informações, questionamentos e fazemos afirmações sobre o assunto. Por último, fazemos a conclusão, o encerramento do texto, que pode ter nossa opinião sobre esse assunto.

 

TEXTO DE REFERÊNCIA

Lembra que para compreender bem uma mensagem escrita, muitas vezes precisamos lê-la mais de uma vez.

Por isso, lê com calma e atenção. E, para responder às questões propostas, volta ao texto quantas vezes achares necessário. E se cansares ou perderes a vontade de continuar respondendo, “dá um tempo”: vai dar uma olhada na tua compostagem, dá comida pras galinhas ou cuida das flores ou da horta... rsrsrsrs. Termina depois, quando estiveres mais disposto e atento/a.

 

Educação Básica: Agroecologia leva alimentação saudável à mesa das escolas


Faz mais de 20 anos que a agroecologia norteia a produção da chácara da família Marfil, em Bocaiuva do Sul, região metropolitana de Curitiba. A produção começou com frutas e hortaliças. Hoje, por meio da Rede Ecovida, são distribuídos mais de 200 itens entre produtos in natura e processados. A rede conta com cerca de 5 mil colaboradores e, além de feiras, abastece escolas da rede pública de ensino por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), coordenado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Essas e outras ações fazem parte do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo).

De acordo com José Antonio Marfil, tudo começou em 1994, quando a família iniciou a produção agroecológica na chácara de 12 hectares em Bocaiuva do Sul. Cinco anos depois, organizaram a Rede Ecovida, que reúne outros agricultores familiares, técnicos interessados nesse tipo de produção e consumidores.

Como sua propriedade produz em torno de 15 itens, foram em busca de parceiros para diversificar o que é oferecido ao público. Produtos processados e fracionados se juntaram aos que são vendidos in natura e aumentaram o cardápio de opções livre de agrotóxicos. Com as parcerias, chega a 250 o número de itens vendidos.

Somente a Cooperativa de Agricultores Orgânicos e de Produção Agroecológica (Coaopa), da qual Marfil faz parte e que integra a Ecovida, tem 490 cooperados. No início, em 2010, os contratos de venda para o Pnae somavam R$ 69 mil ao ano. Hoje, são R$ 10 milhões por ano em contratos de produtos orgânicos e agroecológicos entregues no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. São cerca de 50 toneladas de alimentos para as escolas todas as semanas. Quando somadas as feiras, são cerca de 100 toneladas somente na cooperativa. Se incluída aos números produzidos pela Ecovida, são cerca de 300 toneladas no mesmo período.

“A agricultura familiar – especialmente a agroecológica – tem condição de produzir para todos os consumidores. Produzimos comida preservando o meio ambiente e promovendo a questão social – do jovem e da mulher – em uma economia participativa”, sublinha o produtor.

Incentivos – Entre as ações de incentivo ao uso, na alimentação escolar, de alimentos agroecológicos produzidos por agricultores familiares, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem investido na formação de nutricionistas que atuam no Pnae. “O objetivo é fazer com que esses profissionais intensifiquem a aquisição de orgânicos pelas escolas, de forma a melhorar a qualidade dos alimentos servidos aos estudantes”, explica Sara Lopes, representante do FNDE na Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Cnapo). “Além dos benefícios para a alimentação dos estudantes, o aumento da procura estimula o crescimento da produção desses alimentos.”

(...)

Monitoramento – O FNDE também monitora o valor destinado por estados e municípios para a aquisição de alimentos orgânicos e agroecológicos. Em 2013, dos R$ 3,5 bilhões em alimentos adquiridos pelo Pnae, R$ 108 milhões foram destinados à aquisição de alimentos livre de agrotóxicos, ou seja, 3,34% do total.

No ano seguinte, o percentual foi de 3,18%, com R$ 112 milhões de um total de R$ 3,5 bilhões. E, em 2015, o percentual foi de 2,63%, com R$ 97 milhões destinados aos alimentos orgânicos do total de R$ 3,7 bilhões investidos no Pnae. Os valores de 2016 ainda estão sendo analisados, já que os gestores do programa tiveram até 30 de maio para prestar contas dos recursos transferidos no ano passado. A previsão é de que os dados estejam disponíveis no início do segundo semestre de 2017.

A intenção do FNDE é aumentar gradativamente esse percentual, por meio das ações que estão sendo desenvolvidas pela pasta.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Educação

Referência: 

FNDE / 11/07/2017

 

EXERCÍCIOS

A partir das partes do texto “Educação Básica: Agroecologia leva alimentação saudável à mesa das escolas” que reproduzimos acima, responde às questões a seguir:


1.       Onde se localiza a propriedade da família Marfil?


2.       Em qual estado do Brasil fica essa propriedade?


3.       A família Marfil possui uma área de 12 hectares. Achas que essa quantidade de terra é suficiente para manter uma família de agricultores com boas condições de vida? Por que? Conversa sobre essa questão com a tua família. Eles podem te ajudar a pensar sobre essa pergunta. Ou conversa com teus amigos ou outras pessoas da comunidade. Mas, nesse caso, pelo ZAP!!!! Lembra que a pandemia está aí. E que todos devemos permanecer em casa. Só saindo para fazer coisas que sejam essenciais...


4.         Perguntamos: se a família Marfil oferece 15 produtos e a REDE ECOVIDA oferece um total de 250 produtos, quantos desses produtos não são produzidos pela família  Marfil?


5.       De acordo com o texto, José Antônio Marfil começou sua produção agroecológica no ano de 1994. Responde, então: há quantos anos eles trabalham com Agroecologia?


6.       Perguntamos, ainda: se a REDE ECOVIDA iniciou suas atividades 5 anos depois que a família Marfil iniciou na Agroecologia, quantos anos têm a REDE ECOVIDA?


7.       O texto informa que, pela REDE ECOVIDA, são distribuídos mais de 200 itens entre produtos in natura e processados. O que são produtos “in natura” e o que são “produtos processados”?


8.       No texto, é dito que a REDE ECOVIDA tem cerca de 5 mil participantes e que a COAPA, cooperativa que faz parte da REDE ECOVIDA, tem 490 cooperados. Perguntamos: quantos participantes da REDE ECOVIDA não são cooperados da COAPA?


9.       O texto informa que, hoje, a COAPA movimenta aproximadamente 10 milhões de reais (R$ 10.000.000,00) com a venda de produtos. Supondo que tenham um gasto de 30% desse valor com despesas como administração, logística, transporte, divulgação, dentre outras, quanto ficaria para ser distribuído entre os cooperados?


10.    E, se esse valor fosse dividido igualmente entre os 490 cooperados da COAPA, quanto ficaria para cada um?


11.   A REDE ECOVIDA tem 5 mil participantes e a cooperativa COAPA, que compõe essa REDE, tem 490 cooperados. Perguntamos, então, quantos por cento do total de participantes da REDE ECOVIDA são cooperados da COAPA?


12.   No texto é dito que a cooperativa COAPA entrega toda semana 50 toneladas de alimentos para as escolas da região e que, somado aos produtos entregues nas feiras, o total chega a 100 toneladas. Se essas quantidades forem informadas em quilos, ao invés de toneladas, quantos quilos são vendidos às escolas?


13.   A mesma relação que existe entre quilos e toneladas, vale para metros e quilômetros. Portanto, quantos metros têm um quilômetro? E quantos centímetros têm um metro?


14.   O texto afirma que, em 2013, foram adquiridos pelo PNAE 108 milhões de reais em alimentos livres de agrotóxicos. E que, em 2014, esse valor foi de 112 milhões, baixando, em 2015, para 97 milhões. Perguntamos: somando as compras de alimentos orgânicos feitas pelo PNAE nos anos de 2013, 2014 e 2015, quantos milhões foram utilizados? 


15.   E, se o total das compras feitas pelo PNAE em 2013 (108 milhões) fossem iguais em cada mês do ano, quantos milhões teriam comprada a cada mês, durantes esse ano?

 

Não precisam responder às questões em ordem. Só não esqueçam de colocar o número da questão antes da resposta.

 

Bom trabalho para vocês!!!!

Esperamos que todos estejam bem e que a pandemia acabe logo para que vocês possam voltar para a escola! Estamos com saudades...

 

 


quinta-feira, 14 de maio de 2020

Tarefa 4 - Ciências Agrárias e Ciências Humanas


ESCOLA FAMÍLIA AGRÍCOLA DA REGIÃO SUL (EFASUL)

ATIVIDADE 4: CIÊNCIAS AGRÁRIAS E CIÊNCIAS HUMANAS

Educadores responsáveis: Amanda, Janaína e Rosane

 


    Nessa semana a proposta é conhecer um pouco das práticas desenvolvidas por vocês e suas famílias na propriedade. A ideia é descrever as diversas práticas e formas de fazer agricultura nos diferentes contextos e regiões da Turma 2020 EFASUL. Assim, elencamos algumas questões para orientar vocês:

1) Quais atividades, sejam elas na produção vegetal, produção animal e de agroindústria, vocês estão desenvolvendo na propriedade atualmente (ou seja, neste período do ano, exemplos: capinas na hortas, alambrados, preparo da terra, manejo de animais...)?

 

2)    Quem são os responsáveis por cada prática (você, avó, avô, pai, mãe, irmão...)? A quem cabe cada tarefa?

 

3)    Qual ou quais tarefas são de sua responsabilidade?

 

4)    Das atividades que você é responsável ou auxilia qual você mais curte realizar? Conte para nós porque você se identifica mais com essa atividade.

 

5)    Quais conhecimentos e práticas herdaram do bisavô/bisavó, avô/avó ou vizinhos? (como, por exemplo, o modo de fazer alambrado, plantar em determinado ciclo da lua, castrar um animal, modo de preparar um queijo…)

 

6)    Faça o registro, por fotografia ou vídeo, de algumas das atividades práticas que são sendo desenvolvidas por você e sua família.

 

7)    A rotina de trabalho da família se modificou de alguma forma com o Coronavírus?


 
 
Enviar ate o dia 22/05/19 para o waths da escola 

terça-feira, 28 de abril de 2020

Tarefa 3 - ATIVIDADE DAS CIÊNCIAS HUMANAS


TAREFA 3 - ATIVIDADE DAS CIÊNCIAS HUMANAS
Educadores responsáveis: Rosane, Janaina e Demaicon.

 Nesta terceira semana de atividades online da EFASUL, chegou a vez das Ciências Humanas...


Ciências Humanas é o nome da área de conhecimento que inclui 4 disciplinas do currículo do Ensino Médio: História, Geografia, Sociologia e Filosofia.


E para começar nossos estudos em Ciências Humanas, vamos tentar entender o que é IDENTIDADE. Este tema tem muito a ver com o que vocês estão pesquisando para o 1º Plano de Estudos, sobre a “autobiografia” de vocês. Quando a gente descreve aquilo que acreditamos que somos, a nossa história, as nossas características pessoais, tanto físicas como psicológicas e emocionais, estamos falando de “identidade”. Estamos falando da forma como a gente se identifica. Quando chegamos em algum lugar e pedem para que a gente se identifique, logo dizemos nosso nome: Sou Fulano de Tal. O nosso nome nos identifica, ele faz parte da nossa identidade. Mas será que é só isso? Boa pergunta! Vamos entender mais sobre o que é identidade ao longo deste exercício!

Leia com atenção os enunciados e responda as questões no seu caderno. Depois, tire uma foto das respostas e encaminhe para o Whats da escola, até o dia 07/05/2020.

Boas atividades, gurizada!


QUESTÃO 1 – O texto abaixo fala um pouco sobre o que é identidade para a Sociologia. Leia com atenção e, depois, responda as questões propostas.




Identidade: o que é?

Quando falamos em identidade, lembramos logo do Registro Geral (RG), um documento em que aparece a nossa foto, acompanhada do nosso nome completo, da nossa assinatura, dos nomes dos nossos pais, do estado em que nascemos, da data de nascimento, entre outras informações. Quando registramos esses dados em algum órgão do governo, recebemos a carteirinha com um determinado número – pronto: estamos devidamente identificados, representados por um único número, que não pode ter nenhum outro igual!

O que significa o documento de identidade?

Em uma visão difundida pelo senso comum, significa que, a partir desse momento – o recebimento da carteira –, podemos ser reconhecidos como membros da sociedade, como um indivíduo singular (que não tem igual), como um sujeito participante da vida social, com suas características específicas: nome, número, cor da pele (que aparece na fotografia), sexo, idade, naturalidade. Podemos dizer que o RG, na verdade, é o nosso primeiro documento, pois a Certidão de Nascimento, que é expedida pelo Cartório ao nascermos, é um documento dos nossos pais que afirma e declara ao mundo a nossa existência, reconhecendo-nos como seus filhos.

Nada mais óbvio do que tudo que escrevemos até aqui, não é verdade? Mas, para a Sociologia, falar em identidade é muito mais complexo do que podemos imaginar.

Em primeiro lugar, podemos dizer que os dados estampados no RG revelam diversos pertencimentos desse indivíduo que nós somos: pertencemos a um país, a um estado, a uma família, a uma determinada geração. Revelam também características físicas, tais como o sexo e a cor da pele. Mas, será que “revelam” tudo a nosso respeito? É claro que não.

A nossa identidade formal, anunciada pelos dados, é apenas a nossa estampa, uma “casca” que esconde as nossas ideias, as nossas emoções, os nossos gostos, as nossas crenças, as motivações que temos e as aspirações que buscamos na vida. Todos estes e outros elementos é que formam de fato a nossa identidade, que nos transformam em sujeitos, pertencentes a uma determinada época e lugar, inseridos em um tipo específico de sociedade, construída a partir de uma determinada História.


Trecho extraído do livro didático “Sociologia para jovens do século XXI”,
escrito por Luiz Fernandes de Oliveira e Ricardo Cesar Rocha da Costa,
publicado pela Editora Imperial Novo Milênio em 2013.





 Agora, com base no texto, responda as questões abaixo. Lembre-se de responder com as suas palavras, não copie trechos do texto.


a)      Qual o tema abordado pelo texto?

b)      Se uma pessoa qualquer pegar o nosso RG (Registro Geral), mais conhecido como “Documento de Identidade”, o que ela vai saber sobre nós? Quais informações constam no RG?

c)      Quando recebemos um RG, recebemos nele um número que é só nosso. Ninguém terá um número igual. Ele é exclusivo. Mas o que isso significa? Ou seja, o que significa ter um documento de identidade?

d)      De acordo com o texto, o nosso RG releva muito do que somos enquanto indivíduos, ou seja, revela muitos dos nossos pertencimentos. Mas será que ele revela tudo a nosso respeito? Fale um pouco sobre o que o RG não revela sobre nós, mas que também faz parte da nossa identidade.

e)      Bom, chegamos ao ponto central da nossa discussão: vimos que “identidade” é um conceito que vai muito além de um documento. Com as suas palavras, responda: O que você entendeu por “identidade”?


QUESTÃO 2 – Na Geografia, um dos elementos que conforma a nossa identidade é o lugar a qual pertencemos. Mas o que é esse “lugar”?


“Quando o espaço nos é inteiramente familiar, torna-se lugar” (TUAN, 1983, p.83).


            Para o geógrafo Yi-Fu Tuan o lugar tem muitos significados e traduz os espaços com os quais temos vínculos afetivos e subjetivos. Pode-se dizer que lugar é uma porção ou parte do espaço onde vivemos nosso dia a dia, em interação com uma paisagem, na qual estabelecemos vínculos afetivos. Uma praça ou uma rua onde brincamos desde a infância, o arroio da propriedade em que tomamos banho no verão e/ou pescamos, nossa casa ou nosso quarto são exemplos de lugares com os quais criamos uma identidade, ou seja, que possui vínculo e significados para nós.

a) Qual é o seu lugar? Eleja um (1) lugar ao qual se sinta pertencente, faça uma fotografia desse lugar e nos envie. Junto com a foto, escreva um pequeno texto justificando o porquê você se identifica com o lugar escolhido. (Obs: pode ser uma foto atual, mas também pode ser uma fotografia da sua infância ou uma foto tirada há algum tempo atrás).
































quinta-feira, 2 de abril de 2020

Tarefa 2 - Agroindústria Familiar Rural I





Disciplina: Agroindústria Familiar Rural I
Educadores Responsáveis: Adiene e Fernanda
Data da Entrega da atividade: 15/04/2020


Olá querido@s, como estão passando durante a QUARENTENA?


            Nesta segunda semana de atividades online vamos conhecer um pouco da disciplina de Agroindústria Familiar Rural I, falando nisso, já se perguntaram por que vocês precisam estudar essa disciplina em um curso de Agroecologia? Quais são os objetivos da mesma?


Pois bem, mãos à obra!!!
            Na primeira semana de aula e na primeira atividade proposta online vocês conheceram algumas formas de cuidar melhor do solo, ou seja, aprenderam algumas maneiras de cuidar da “saúde” do solo, para a produção de alimentos saudáveis. Neste período de isolamento social, os educadores, dentre os quais destacamos: Jair e Ricardo estão dando continuidade às práticas por vocês iniciadas (Supermagro, Microrganismos Eficientes – EM, Fermento Crioulo e Compostagem) e além disso estão semeando hortaliças para quando todos nós voltarmos para a escola, termos alimentos em quantidade e qualidade para consumirmos. Pois bem, falamos um pouco das atividades que estão ocorrendo na escola, mas para que possamos qualificar ainda mais a produção de alimentos na horta e posteriormente na agroindústria, queremos saber e ouvir de vocês o que costumam produzir e consumir em suas propriedades, abaixo citamos algum exemplos para vocês se guiarem...
Exemplos:
Na lavoura: (milho, mandioca, abóbora)...
Na horta: (alface, beterraba, cenoura)...
Frutíferas: (laranja, morango, pêssego)...
Medicinais/Temperos: (macela, cidreira, alecrim, cebolinha, salsa)...
Leitaria: (leite, queijo, iogurte)...
Carnes: (frango, porco, gado/rês, peixe)...

            Sabemos que é impossível produzirmos tudo para o nosso consumo em nossas próprias propriedades, portanto gostaríamos de saber que alimentos, tanto comida quanto bebida são necessários adquirir no mercado?
            Como vocês tem uma semana para realizar a pesquisa, façam ela com calma e relatem tudo o que vocês têm de produção na propriedade, mesmo que por vezes essa produção não se inclua na alimentação da família. Lembre-se também de listar tudo o que é adquirido no mercado/supermercado, não se esqueçam de citar nada.
            Bom, até aqui só falamos de alimentos para consumo direto, mas, além disso, no decorrer da disciplina de Agroindústria vocês verão que quase tudo o que produzimos pode ser processado ou agroindustrializado, seja na forma de: conservas, compotas, doces, schimmier, entre outros, os quais poderão ser usados para prolongar a sua vida útil e posterior consumo, além de podermos fazer sua comercialização. Além do processo de agroindustrialização, a disciplina de Agroindústria também estuda produtos não alimentares, ou seja, aqueles produtos que não são destinados para a alimentação, dentro os quais podemos citar a elaboração de sabão, sabonetes, desinfetantes, shampoo, dentre outros produtos de higiene pessoal e limpeza.
            Na disciplina de Agroindústria conheceremos e faremos muitas práticas voltadas ou não para a alimentação, mas antes de colocarmos as nossas “mãos na massa” estudaremos e praticaremos um dos temas de grande relevância também estudados na disciplina, o qual também vai de encontro a atual PANDEMIA pela qual estamos passando, estamos falando das Boas Práticas de Fabricação, as quais são imprescindíveis para qualquer forma de produção que visa à garantia qualidade de vida.
            Nesse sentido, queremos propor para vocês a primeira prática da disciplina, a qual dialoga com o momento em estamos vivendo. Com certeza, nos últimos dias, o que mais vimos e ouvimos é a cartilha abaixo (Figura 1)
Figura 1. Coronavirus - Cartilha de orientação ao Agricultor Familiar

            Como a principal orientação que nos é passada diariamente para o combate ao Coronavirus é lavar as mãos com água e sabão e pensando em proteger você e sua família, queremos propor que façam a prática descrita abaixo e após postem uma foto da elaboração do sabão junto com as respostas das perguntas acima relacionadas sobre a produção e aquisição de alimentos em sua propriedade.
            Apesar de o sabão comum ser eficiente no combate ao Coronavirus, o sabão antisséptico traz outros benefícios, dentre ao quais, dependendo do uso da erva medicinal usada no preparo, pode ser: hidratante para a pele (carqueja); adstringente e revigorante (alecrim); protetor solar e suavizante (macela).

Prática: Sabão Antisséptico
Ingredientes:
·         1 Kg de sabão de glicerina, de coco ou caseiro (o sabão de glicerina e de coco deixam mais perfumado o sabão final)
·         1 xícara de carqueja (folhas)
·         1 xícara de água
Observação: Para experimentação, faça apenas a metade da formulação, se assim desejar. Caso não possua carqueja em sua propriedade ou em seus vizinhos, esta pode ser substituída por alecrim, macela ou alfazema.

Modo de fazer: Cortar o sabão em cubinhos, levar ao fogo baixo e derrete-lo aos poucos, caso o sabão demore a derreter, aconselha-se adicionar um pouco de água para que o sabão não queime. Em seguida, liquidificar a carqueja com água e coar. Colocar aos poucos no sabão derretido, mexer delicadamente até ficar uma mistura homogênea. Derramar em assadeira molhada e deixar descansar até endurecer. Desenformar e cortar.

           




             

       Agora que você aprendeu a fazer um sabão antisséptico, compartilhe a receita com seus familiares, amigos, vizinhos e a comunidade em geral, ou melhor, faça e doe para quem precisa!!!



             Bons estudos e uma boa prática, desde já estamos ansios@s pelas respostas e contribuições de vocês!!!

Estamos sempre disponíveis para qualquer dúvida ou questionamento.